Prefeitura e Secretaria Municipal de Transportes lançam o programa ECOFROTA

12-02-2011 23:10

Prefeitura e Secretaria Municipal de Transportes lançam o programa ECOFROTA

A marca estará em todos os veículos que utilizam combustíveis e tecnologia limpos na frota municipal, seja híbrido, etanol, biodiesel ou elétrico

O Programa ECOFROTA começa nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, com 1.200 ônibus que vão circular com 20% de biodiesel, o chamado B20, mistura de 20% de biodiesel ao combustível utilizado pelo sistema de transporte público de São Paulo. O programa prevê a utilização progressiva de combustíveis limpos na frota de ônibus de São Paulo, em consonância com a Lei de Mudanças do Clima, que preconiza que todo o sistema de transporte público do Município deverá operar com combustível renovável até 2018.

A utilização do B20 nesses ônibus deve reduzir em 22% a emissão de material particulado, 13% de monóxido de carbono e 10% de  hidrocarbonetos despejados na atmosfera da capital, além de atingir 15% da meta anual de redução de combustíveis fósseis no sistema de transporte público, prevista na Lei de Mudanças do Clima.

A nova mistura foi homologada pela ANP - Agência Nacional de Petróleo, especificamente para a utilização da empresa VIP (Viação Itaim Paulista), servindo como projeto piloto com essa porcentagem de biodiesel produzido com as sementes de algodão, soja e milho, em São Paulo.

Medidas antipoluição no transporte público

A Secretaria Municipal de Transportes já investe em combustíveis alternativos ambientalmente mais corretos. Desde janeiro de 2009, os ônibus da capital estão operando com óleo diesel S 50 (50 ppm de enxofre e com a adição de 5% de biodiesel). Esse combustível com baixo teor de enxofre apresenta ganhos ambientais significativos na comparação com o diesel comum. Testa também ônibus que utilizam uma mistura de diesel com um diesel extraído da cana-de-açúcar, veículos híbridos (que utilizam diesel e eletricidade), além dos ônibus movidos a etanol.

Em novembro de 2010, foi anunciada a compra de 50 ônibus movidos a etanol, por uma empresa do sistema. Em março, serão realizados novos testes com um ônibus híbrido, que, além do motor a diesel, utiliza energia elétrica a partir de baterias, quando circulando a menos de 20 km/h no trânsito.

A Secretaria Municipal de Transportes, por meio da SPTrans, intensifica também a renovação de 140 trólebus, dos 200 veículos elétricos em circulação na capital. Onze trólebus novos já operam em várias linhas, principalmente na zona leste da capital. A SMT, por meio da SPTrans, está investindo também na renovação de toda a frota paulistana. Dos cerca de 15 mil veículos da cidade, 9.684 são novos, representando 64% da frota.

Esses coletivos novos reduziram em 19% a emissão de gases poluentes.
O investimento na mudança da matriz energética contribuirá social e  economicamente para a cidade. Um levantamento do Laboratório de Poluição da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo estima que 12 mil internações e 875 mortes acontecem anualmente devido à presença de partículas inaláveis e ozônio. Os pesquisadores apontam que as doenças oriundas da poluição custam US$ 190 milhões, somente em São Paulo.

Emissômetro

Os índices de monóxido de carbono podem ser acompanhados em tempo real no Emissômetro - http://www.sptrans.com.br/sptrans_acao/emissometro.aspx, instrumento que permite o acompanhamento, segundo a segundo, dos ganhos ambientais obtidos com a redução da emissão de poluentes na atmosfera.

Desde janeiro de 2005, quando começou a ser calculada a quantidade de gases despejados na atmosfera, deixaram de ser emitidas mais de 9 mil toneladas de gases poluentes, em função da renovação da frota por veículos mais modernos. Somente em 2010, 3.280 toneladas deixaram de ser emitidas em virtude da troca dos ônibus.