Será o fim dos cobradores de ônibus?

06-06-2011 19:34

 

 

Com o argumento de que hoje só 8% dos usuários de ônibus de São Paulo pagam as passagens com dinheiro, o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sidmotoristas) fechou acordo com as viações para acabar com a função de cobrador. Pela proposta, sem data para começar, o motorista também terá a função de cobrar a passagem. A Secretária de Transportes informou que não tem nenhum estudo sobre o assunto.


Por dia, a frota de 8,3 mil ônibus - que não inclui vans e micro - ônibus - transporta 5,5 milhões de pessoas. São 15 mil motoristas e 15 mil cobradores. A proposta que prevê a readequação dos cobradores em outras funções, foi apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) é aprovada pelos trabalhadores em assembleia no dia 18. "Essa é uma discussão que se arrasta desde a gestão do ex - prefeito Celso Pitta (1996 - 2000), mas na época não tínhamos nenhuma garantia de que os cobradores não seriam demitidos", afirma o diretor de comunicação do Sidmotoristas, Nailton Francisco.


Uma das promessas do sindicato que representa as 32 empresas que operam o serviço na capital paulista é de que não haverá demissões. Os cobradores serão realocados em outras funções, como mecânicos, fiscais, manobristas em pátios e até motoristas. Além disso, segundo o acordo, todo motorista que for trabalhar sem cobrador receberá adicional de R$ 250 no sálario.



 

Lei



Segundo a lei municipal 13.207 de 2001, é obrigatório que todos os coletivos tenham um funcionário além do motorista nas atividades, evitar o não pagamento das passagens e fazer a cobrança quando necessário. A assessoria de imprensa da Câmara Municipal informa que não há nenhum projeto de lei que altere a legislação em vigor.


 

Questionada sobre o possível não cumprimento da legislação, a SPUrbanuss diz que a mudança não vai ferir a lei. "Não existe exigência de que ônibus tenha um motorista e um cobrador, e sim um segundo tripulante", afirma, em nota. O sindicato patronal diz ainda o que "existe é um movimento que prevê o esvaziamento da função relativa à cobrança embarcada". As etapas, bem como as iniciativas para que isso aconteça, serão avaliadas com o tempo. 

Fonte: Jornal da Tarde. 

(Tiradas do blog: http://transkuba.blogspot.com/ )